PROPOSTA PEDAGÓGICA

A Educação Infantil do JEBDCEST percebe e reconhece o aluno integralmente, favorecendo a formação e o desenvolvimento de suas funções e operações cognitivas, a assimilação de conhecimentos e a elaboração de valores éticos. A nossa proposta pedagógica inclui uma abordagem específica para cada faixa etária. No início do processo de aprendizagem, o mais importante é incentivar o gosto pelas descobertas. É essencial que este pequeno aluno aprenda a conhecer, a fazer, a ser e a viver.

Sabemos o quanto é importante esta fase dos primeiros anos na história de cada pessoa. É nesse período que se constrói os principais instrumentos interiores de que se servirá, primeiro de modo inconsciente e depois com progressiva consciência, para se relacionar com a realidade exterior. O tempo todo a criança age, descobrindo, inventando, resistindo, perguntando, retrucando, refazendo, socializando-se. Aproveitar toda essa energia de uma criança e ajudar a construir seu caráter são necessidades fundamentais na infância.

E para que este crescer seja constante, o ambiente deve trabalhar todos os sentidos e ajudar na formação da personalidade, como fazemos no JEBDCEST. Trabalhamos para que a criança se sinta autoconfiante e segura no ambiente escolar e em seu relacionamento com os educadores. Oferecemos a ela condições para que realmente seja criança, ativa e questionadora, sem impor limites a sua curiosidade.

ADAPTAÇÃO

Os pequenos do Maternal, Jardim e Pré podem ficar apreensivos em seus primeiros dias de aula. Para os que vêm à escola pela primeira vez, este é um espaço complementamente diferente e novo. Para os que estão voltando das férias, existe também um período normal de readaptação, já que eles passaram os últimos dois meses brincando em casa. “Procuramos transformar as primeiras semanas de aula em uma experiência prazerosa e natural para os alunos.

Para que isso aconteça, há três fatores imprescindíveis:” O planeamento das atividades que serão propostas e um bom relacionamento com os pais não podem faltar”. Esse é um trabalho feito em conjunto, envolvendo a direção, coordenação da escola, as professoras, os pais e os alunos.

Pais: Participação Fundamental

No fim do ano, quando os pais escolhem a  escola onde o filho irá estudar, ocorre a visita de apresentação dos espaços da instituição e de seu pessoal.
Isso não significa, porém, que os seus familiares não possam conhecer mais detalhadamente a escola ao lado de seus filhos em seus primeiros dias lá.
O vínculo estabelecido com os pais é fundamental para a adaptação da criança.”Se os pais se sentirem seguros, seus filhos tenderão a também se sentir”. As famílias precisam ser acolhidas, e o processo de separação entre pais e filhos.

DESFRALDE

Abandonar a fralda faz parte da evolução de qualquer criança. Todavia, umas conseguem ultrapassar esta etapa mais cedo do que outras. Para o conseguirem é necessário que tenham todo o nosso apoio e incentivo para obterem o controle dos esfíncteres.
O adeus às fraldas tem o seu tempo e não deve ser forçado pelos pais. A pressa gera a ansiedade nos pais e, consequentemente na criança, dificultando ainda mais este processo que deve ser encarado naturalmente.
O ritmo natural com que uma criança abandona as fraldas pressupõe certos avanços e retrocessos gerando também insegurança e alguns medos que terá de ultrapassar até conseguir o objetivo: largar definitivamente a fralda. Observe o desenvolvimento de sua criança e, determine o momento certo para o desfralde.
Sabemos que o momento de desfralde é algumas vezes complicado, tanto para nós quanto para as crianças. Este momento não deve ser motivo de ralhos ou chantagem.  Pais e demais pessoas que acompanham o desfralde não devem zangar com a criança pois os escapes fazem parte deste processo.
É prudente estabelecer motivos para o desfralde que deve ser incentivado naturalmente mostrando à criança que ela está crescendo. Um bom motivo para largar a fralda seria o ingresso na escola.
Precisamos da ajuda de vocês! Família e escola devem estar envolvidas neste processo.
Uma vez tirada a fralda, é importante que só seja colocada novamente na hora de dormir. Fica muito confuso para nossas crianças entenderem este “coloca e tira” de acordo com as nossas necessidades.
Estamos vivendo uma fase em que a criança está entrando em contato direto com a valorização do seu próprio produto e com o crescimento. Então, cabe a nós, pais e educadores, mostrarmos coerência diante de nossas exigências.

Seguem aqui algumas orientações facilitadoras para o desfralde:
– Avisar a professora que iniciou o processo de desfralde;
– Trazer a criança sem fralda para a escola. Sentir-se sem o peso da fralda ou o seu desagradável odor, é um bom incentivo para que a criança abandone as fraldas;
– Enviar na mochila várias mudas de roupa e uma de calçado, pois poderão ocorrer alguns escapes;
– Uma vez retirada a fralda, não colocá-la outra vez, para que a criança não confunda os comandos. A única exceção permitida é na hora de dormir;
– Aceitar que, num primeiro momento, a criança precisa perceber que a sensação orgânica, ao urinar, tem a ver com aquele líquido que escorre por suas pernas. A fralda descartável impede esta percepção. Os sintomas relacionados ao evacuar são mais fáceis de serem detectados pela  criança, neste caso ensiná-la a pedir para ir ao banheiro;
– Levar, seguindo intervalos, a criança ao banheiro mesmo diante de uma resposta negativa sobre a vontade de fazer xixi, principalmente antes de dormir e ao acordar;
– Oferecer um penico com design atrativo e colorido, incentivando a usá-lo sempre que experimentar a sensação de evacuação ou micção. É mais fácil para a criança detectar a sensação de que vai fazer cocô do que a de “bexiga cheia”;
– Mostrar o xixi ou o cocô no vaso ou penico e parabenizar a criança cada vez que conseguir usá-los;
– Demonstrar aceitação cada vez que o xixi sair sem aviso e, enquanto fizer a troca de roupa, lembrar à criança do local adequado, com carinho;
– Oferecer brinquedos ou atividades que a criança, agora grande e sem o uso da fralda, pode fazer. Mostrar assim, no concreto, que vale a pena crescer;

Mas, como saber qual é o momento do desfralde?
A criança nos dá alguns sinais de que está pronta para abandonar definitivamente a fralda.
Veja os principais sinais:
– Começa a ficar incomodada com o peso da fralda e até mesmo com o cheiro. Algumas crianças tiram a fralda a todo o momento;
– Deixa de molhar a fralda durante à noite, fazendo xixi somente pela manhã. Isto já é um sinal de que consegue controlar os esfíncteres durante um longo período de tempo, significando que já está pronta para mais esta aventura;
– A criança já identifica as sensações, tanto da micção como da evacuação e avisa quando está aflita, dizendo que está “apertada”;
– Diante de um escape, sente-se envergonhada e mostra vontade de usar o penico ou vaso sanitário.
– Se a criança possui irmãos, o processo se dá de forma mais natural, pois possui como referencial o comportamento dos mesmos.

Mesmo depois de a criança parecer estar totalmente adaptada ao penico ou vaso, tiver alguns escapes, os pais ou demais pessoas que estão acompanhando todo o processo, não devem se preocupar e nem voltar ao colocar-lhe fralda. Paciência, amor e compreensão são tudo quanto a criança necessita para conseguir um abandono definitivo.
Avançar e retroceder, para tornar a avançar é a melhor forma de conduzir o processo de desfralde. Com o apoio e o carinho dos pais, fica mais fácil para a criança ultrapassar todas as barreiras. As vitórias devem ser premiadas e os retrocessos devem ser compreendidos para que a criança não se sinta angustiada e desmotivada a tentar de novo.